A peça publicitária de dia dos Namorados d’O Boticário, vem causando polêmica por trazer casais LGBTs se presenteando, se por um lado a propaganda foi elogiada pela inclusão social, por outro foi vítima de ataques preconceituosos e de pedidos de boicote. Foi o caso de João Pessoa, onde a vereadora Eliza Virgínia (PSDB), utilizou a Tribuna da Câmara para pedir o boicote à marca. Em contrapartida, o presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Renan Palmeira, afirmou que vai acionar o jurídico do Movimento para processar a vereadora.
Para o Palmeira, a fala da vereadora tem a característica fundamental do preconceito, que é a exclusão da população LGBT. “O discurso fundamentalista quer construir uma sociedade divisória como era na época do Apartheid, onde havia banheiros para negros e para brancos, agora estão revivendo esse discurso do preconceito”, reclama.
De acordo com o presidente, o MEL vai sentar com seus advogados e militantes para analisar a fala da vereador no intuito de processar a parlamentar pela propagação do ódio. “Porque ela não pede o boicote pela má qualidade do perfume, mas convoca porque o perfume apresentou a temática LGBT, então é um discurso preconceituoso que faz apologia ao ódio e ao preconceito”, reclama.
Por mais que a homofobia não seja criminalizada, Palmeira explicou que o discurso de ódio é perigoso e esse discurso pode ser criminalizado. O MEL vai se reunir com seus advogados, com a Comissão de Direitos Humanos da OAB, Defensoria, o Núcleo Especializado de Direitos Homoafetivos e Conselho Estadual de Direitos Humanos, para avaliar a possibilidade de um processo civil por apologia ao ódio.
Palmeira ainda lembrou que a vereadora tem feito diversos discursos se utilizando da Câmara, do lugar de vereador para fazer esse discurso. “Como é perigoso o discurso de ‘não vou em restaurante tal porque lá tem LGBT… é discurso de ódio e preconceito”, afirmou, lembrando ainda de um caso semelhante como o do candidato a presidente, Levy Fidelix (PRTB) que sugeriu juntar todos os gays e colocá-los em uma ilha deserta. “Ele usou o mesmo discurso e foi punido com multa”, concluiu.
O MEL foi o primeiro a lançar um comercial com a temática gay no estado, o que inicia uma série de outros comerciais. Confira as peças.



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